Da redação por Luiz Guilherme


Um dia após a prefeitura de Dourados publicar decreto em edição extra do Diário Oficial do Município, alterando o conceito de aglomeração, obrigando o uso de máscaras em passeios públicos, mantendo bares e restaurantes abertos, os douradenses buscam entender o porquê de só as igrejas serem fechadas aos fiéis.
Algumas denominações como as paróquias continuaram celebrando sem os fiéis mesmo depois do decreto que até então autorizava a abertura com 30% de funcionamento da capacidade total.
Nesta terça-feira (16), a prefeita Délia Razuk publicou novo decreto proibindo o consumo de bebida alcoólica em logradouros e passeios públicos, com exceção de bares e restaurantes, legalmente autorizados a usar as calçadas durante horário de funcionamento.
Outra medida, segundo a publicação, determina que o serviço de transporte público carregue no máximo a capacidade de passageiros sentados.
As regras estabelecidas hoje se juntam às medidas publicadas ontem (15), e são válidas por 15 dias.
Na transmissão ao vivo pelo Facebook, o assessor do gabinete Alexandre Mantovani, que representa a prefeita no Comitê de Gerenciamento de Crise da Covid-19, disse que a proibição do consumo de álcool nas ruas e calçadas foi adotada porque muitas pessoas compram bebida nas conveniências e permanecem aglomeradas nos arredores dos estabelecimentos.
A maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul tem 1.292 casos positivos do Novo Coronavírus, 359 estão recuperados, 897 infectados estão em isolamento domiciliar e 31 pacientes internados, sendo 17 em leitos de enfermaria e 14 em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Os hospitais da cidade abrigam outros cinco moradores da região – quatro em leitos de UTI e um em leito de enfermaria. Cinco pessoas de Dourados morreram em decorrência da Covid-19.

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