16/02/2026 07:34 12 hrs atrás

Protagonismo feminino na disputa da Reitoria da UFGD



Da redação

 

 

A última semana foi de muita expectativa no meio universitário da UFGD, envolvendo a definição de candidaturas para a reitoria da universidade. Com o final do período para inscrições, três candidaturas se apresentaram como alternativas para suceder e pôr fim a um ciclo de nomeações de gestores, iniciado em 2019 e que permanece até a atual gestão da reitoria, que não passaram pelo crivo democrático de consulta à comunidade acadêmica através das urnas. Pela primeira vez, a disputa será marcada pelo protagonismo feminino, uma vez que duas das candidaturas são capitaneadas por mulheres.

Essas três candidaturas disputarão a preferência dos eleitores universitários para comandar a UFGD por 4 anos, herdando uma universidade com cerca de 7 mil alunos, um orçamento anual de R$ 400 milhões e muitos problemas acumulados no momento atual, que envolvem a precarização da infraestrutura, além da redução no número de estudantes matriculados, baixa procura em muitos cursos, perda de programa de doutorado, falta de sistema de gestão de projetos e necessidade de modernização da instituição, diante de um mundo cada vez mais permeado pela tecnologia e inovação. Essas situações contribuíram para que a UFGD deixasse recentemente a condição de primeiro lugar entre as melhores instituições universitárias de Mato Grosso do Sul.

A candidatura Avança UFGD terá como candidato o prof. Dr. Etienne Biasotto, ex-diretor da Faculdade de Engenharia, e que disputou a reitoria no pleito de 2019, encabeçando a lista do Colégio Eleitoral, porém não foi nomeado em virtude de um processo de judicialização dessa mesma lista tríplice enviada ao MEC. Atualmente, Etienne ocupa o cargo de Pró-reitor de Graduação da UFGD, representando a continuidade da atual gestão da universidade e do modelo vigente de instituição superior que prevalece em sua reitoria. Sua vice será a profa. Dra. Danielle Marques Vilella, atual diretora da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais.

Outra candidatura, a UFGD Viva terá como candidata a profa. Dra. Marisa Lomba de Farias, da Faculdade de Ciências Humanas, que já ocupou o cargo de diretora da mesma faculdade por 4 anos. Marisa é herdeira política do seu marido, ex-reitor prof. Dr. Damião Duque de Farias, que permaneceu na gestão da universidade por quase 10 anos, num período que corresponde a primeira fase da UFGD, marcado pelo início da estruturação da instituição e também por longos períodos de greve. A profa. Marisa terá como candidato a vice o prof. Dr. Sidnei Azevedo, atual diretor da Faculdade de Ciências Tecnológicas, que também integrou a gestão do ex-reitor prof. Damião, como Pró-reitor de Graduação e Pró-reitor de Administração.

Por fim, a candidatura Cuidar a UFGD, será representada pela profa. Dra. Gicelma Chacarosqui, da Faculdade de Comunicação, Artes e Letras, onde atua também como pesquisadora na área da Semiótica, e extensionista, com ações no âmbito da cultura, meio ambiente e desenvolvimento social direcionadas à comunidade indígena Guarani-Kaiowá da região da Grande Dourados, por meio do projeto interinstitucional Cuidar - Ñhangareko (aprovado recentemente pelo CNPq). Gicelma acumula experiência como Coordenadora de Cultura e Pró-reitora de Extensão da UFGD. Seu candidato a vice-reitor é o prof. Dr. Arquimedes Gasparotto Junior, da Faculdade de Ciências da Saúde, onde atua como pesquisador, docente do curso de medicina e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (mestrado e doutorado). Durante o processo de judicialização da lista tríplice, Arquimedes ocupou interinamente o cargo de vice-reitor da UFGD.

No dia 26 de março, a comunidade acadêmica irá às urnas e decidirá qual das três candidaturas conduzirá os rumos da UFGD para superar os atuais e grandes problemas e desafios da instituição nos próximos 4 anos. Até lá, o que resta é acompanhar o andamento de todo o processo eleitoral, torcendo para que prevaleça o debate de ideias de forma democrática, respeitosa, com efusiva alegria e, principalmente, sem pressões e ameaças veladas a servidores e estudantes por votos.

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