Da redação

O vereador Fabio Luis (Republicanos) encaminhou ao Poder Executivo uma indicação de investimento no Hospital da Vida, principal unidade de urgência e emergência da macrorregião de Dourados. O local, que é porta-aberta para o SUS (Sistema Único de Saúde), apresenta estrutura precária que expõe pacientes e servidores a risco iminente de acidentes estruturais e proliferação de infecções e insetos.

 

Logo após a posse como parlamentar em janeiro deste ano, Fabio Luis visitou o HV e constatou um cenário de abandono. “É evidente a ausência do Poder Público a cada corredor, sala ou setor que a gente vai adentrando no Hospital da Vida”, afirmou.

 

A indicação do republicano, apresentada na sessão ordinária em 8/02, pede reforma na estrutura física para melhoria do atendimento, aquisição de insumos hospitalares e o controle efetivo dos estoques da unidade.

 

Durante a visita ao HV, Fabio ouviu relatos de servidores que demonstram alguns pontos de atenção para a administração municipal, tais como: reforma de paredes, pisos, tetos, portas e batentes, que prejudicadas por infiltrações e ausência de manutenção, tem exposto pacientes e servidores ao risco de infecções por fungos e bactérias.

 

Outro ponto importante é a reestruturação da rede elétrica, evidentemente deficitária, e dos hidrosanitários. “É inaceitável que servidores e usuários utilizem um banheiro sem qualquer condição de dignidade humana. Isso jamais seria plausível em uma unidade particular, porque toleramos dessa forma o abandono das nossas unidades públicas?”, questiona o parlamentar.

 

Em imagens coletadas durante a diligência na unidade hospitalar, Fabio ainda registrou fotos e vídeos de móveis e entulhos acumulados em áreas externas, facilitando o surgimento de insetos e agentes transmissores de doenças.

 

Durante a sessão do dia 08/02, Fabio Luis fez questão de ressaltar a relação entre a crise financeira da Funsaud diante de um cenário tão precário do Hospital da Vida. A fundação é responsável por gerir a unidade e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

 

“Se ainda tivéssemos um serviço de qualidade, uma estrutura acolhedora e bem cuidada, mas não. Não temos. Não faz sentido a Funsaud ter um rombo de R$ 70 milhões, sem ter ao menos um fornecimento adequado em assistência de saúde”, concluiu.

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