Mariana Rocha

No último dia 9 de dezembro, quarta-feira, começou uma das maiores feiras de ciência da America Latina, a Mostratec, esse ano, em decorrência da pandemia, o evento acontece de forma virtual, contando com a participação de muitos projetos de jovens cientistas de todo o Brasil e de outros países.

Os Sul-mato-grossenses estão muito bem representados pelo projeto “Módulo de Sobrevivência Autossustentável” de duas jovens estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), campus Dourados, Lívia Duarte Pasquim (17) e Maria Eduarda Rodrigues Borges (17) concorrem a prêmio “Juri Popular” que contou com a votação do público. As jovens cientistas já acumulam outras premiações, em outubro de 2020, as estudantes foram as grandes campeãs da categoria Engenharia na Feira de Tecnologia de Mato Grosso do Sul com o mesmo projeto inscrito na Mostratec Virtual 2020.

O projeto ‘Modulo de Sobrevivência” das duas jovens meninas cientistas propõe agregar novas tecnologias à exploração espacial e utilizar energias renováveis, a proposta elege a utilização de painéis solares fotovoltaicos como base para a sustentação energética e o reaproveitamento via o armazenamento das fezes e urina dos astronautas em uma composteira, compreendendo que a liberação de gás natural oriunda do processo de decomposição dos excrementos humanos poderá ser catalisada de forma eficiente a partir do emprego da microalga Botryococcus braunii, organismo que segundo o estudo é eficaz para decomposição orgânica, engendrando uma nova forma de manutenção autossustentável. A premiação acontece nesta sexta-feira, dia 11 de dezembro.

O trabalho do IFMS preconiza a excelência por meio do ensino, pesquisa e extensão nas diversas áreas do conhecimento técnico e tecnológico, estimulando jovens através de uma formação profissional humanista e inovadora. A instituição acumula uma série de iniciativas exitosas, bem como premiações de alunos orientados pelo corpo docente altamente preparado.


Meninas Cientistas

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, atualmente, menos de 30% dos pesquisadores em todo o mundo são mulheres. A ciência e a igualdade de gênero são vitais para que a sociedade global consiga atingir as metas de desenvolvimento estabelecidas internacionalmente, incluindo a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Estimular jovens meninas no campo da ciência é desmantelar estereótipos de gênero e explorar todo o potencial científico da nossa sociedade que se faz cada vez mais necessário em razão dos desafios apresentados no século 21. É dever dos governos e da sociedade civil organizada virar o jogo, uma vez que a ciência está sendo contida por uma lacuna de gênero.

Em 2020 a Declaração de Pequim completa 25 anos, documento que consagrou três inovações dotadas de grande potencial transformador na luta pela promoção da situação e dos direitos da mulher: o conceito de gênero, a noção de empoderamento e o enfoque da transversalidade. A declaração de Pequim assegura o acesso das mulheres, em condições de igualdade, aos recursos econômicos, incluindo terra, crédito, ciência e tecnologia, treinamento vocacional, informação, comunicação e mercados, como meio de ampliar o empoderamento e o avanço das mulheres e meninas.

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