*Luiz Guilherme

A prefeitura de Dourados manteve por mais dez dias, os decretos da prefeita Délia Razuk (PTB), que restringe horário de funcionamento do comércio, mantém igrejas fechadas e proíbe algomerações em residências. As medias são para tentar barrar o avanço da Covid-19, que já fez 27 vítimas fatais. 

O anúncio foi feito nas redes sociais oficiais da prefeitura no final da manhã desta quinta-feira (2).

Quando publicou o Decreto nº 2.689, de 24 de junho de 2020, por meio do qual estabeleceu medidas restritivas às atividades de comércio, ficou estabelecido no artigo 2º que ele teria vigência até 2 de julho, quando seriam reavaliadas suas condições e as de outro dispositivo, o Decreto nº 2.664, de 15 de junho de 2.020.

Segundo o assessor que fala pela prefeitura, um novo decreto deve ser publicado no Diário Oficial do Município para oficializar a prorrogação, por dez dias.

Pelo Decreto nº 2.689, do dia 24, ficou definido que desde 25 de junho o comércio pode ter expediente de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h15, e aos sábados das 9h às 15h15, o shopping de segunda a sábado, das 11h às 19h para lojas, e das 11h às 20h para praça de alimentação, vedada abertura aos domingos.

Mercados e atacados de segunda a sábado das 7h30 às 20h, e aos domingos das 8h às 12h, bem como bares e restaurantes de segunda a domingo das 11h às 20h.

O Alô Dourados relembra o Decreto nº 2.664, de 15 de junho. Foi esse que proibiu aglomeração de pessoas em qualquer recinto, inclusive em suas residências, sob pena de infração ao artigo 268 do Código Penal, que prevê pena de detenção, de um mês a um ano, e multa.

Esse dispositivo também foi motivado pelo baixo índice de isolamento social e pontuou entender-se por aglomeração “quando houver reunião com número maior de pessoas do que os residentes no local”.

Ele também suspendeu o funcionamento, pelo período de 15 dias, a partir do dia 18 de junho de 2020, das igrejas, templos religiosos ou espaços destinados à celebração de cultos religiosos, e limitou a lotação das academias a 30% da capacidade do recinto, bem como estabeleceu que os hotéis deverão funcionar com até 50% da sua capacidade de público.

Inclusive foi no dia 18 que a Guarda Municipal de Dourados foi apontada como ter interpretado o decreto errado ao pedir que duas mulheres se retirassem de um igreja católica. A matéria chegou a ser publicada pelo Alô Dourados, mas precisou ser retirada após o coordenador diocesano de Dourados entrar em contato e proibir que a mesma continuasse sendo veiculada. 

 
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