27/10/2023 18:46 Há 10 meses

Vitória da família enlutada: perícia da justiça esclarece que trabalhador não se matou e desmente história inventada



Após completar três anos do falecimento do trabalhador D.F.S, atropelado por um trator de colheita mecanizada da empresa Biosev (pertencente ao Grupo Raízen), o laudo pericial feito no processo de indenização comprovou que o empregado não atentou contra a própria vida e o equipamento de proteção do trator (sensor) estava com defeito

O acidente de trabalho fatal ocorrido nas instalações da Biosev S.A (pertencente ao Grupo Raízen) em Rio Brilhante, vitimou o empregado D.F.S, que em set/20 morreu atropelado por um trator de colheita mecânica enquanto estava a serviço da empresa.

Os familiares do trabalhador então propuseram uma ação na justiça do trabalho (processo n. 0024156-13.2022.5.24.0091), e desde então tem lutado pela condenação da empresa, e principalmente, para tentar limpar a honra e a imagem do trabalhador falecido, pois a empresa chegou a atribuir culpa da morte ao próprio empregado, que teria atentado contra a própria vida.

O laudo pericial realizado no processo, com o qual a própria empresa já concordou, colocou fim a essa discussão, na medida em que deixa claro que “tecnicamente não” é possível afirmar que o trabalhador tenha atentado contra a própria vida.

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O mesmo laudo pericial ainda comprovou que o sensor de presença do banco do trator operado pelo trabalhador estava com defeito, esclarecendo que caso o sensor estivesse em funcionamento, não permitiria que o trator se locomovesse sem a condução do operador, o que teria salvo a vida do trabalhador.

Os familiares do trabalhador morto no acidente de trabalho receberam com consternação e alívio a notícia do laudo pericial, e aguardam que ao final do processo seja feita justiça. Até este momento, passados já três anos do falecimento, a empregadora nunca fez qualquer proposta de acordo ou aceno para composição dos danos sofridos.

Não obtivemos êxito no contato com a empresa, nem qualquer representante do Grupo Raízen até o fechamento desta reportagem, mas o espaço está aberto.



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