*Luiz Guilherme

O professor João Carlos, pré-candidato a prefeito de Dourados pelo PT (Partido dos Trabalhadores) levantou alguns pontos polêmicos durante entrevista no quadro ‘Papo Reto’, do site Alô Dourados. O portal é o único a entrevistar os pré-candidatos com a intenção de apresentar esses políticos à sociedade douradense.

Como não podia ser diferente, começando a entrevista pela pandemia da Covid-19, o petista foi enfático ao dizer que o presidente Jair Bolsonaro errou ao vetar pontos da lei que obriga uso de máscaras, sancionada no dia 3 de julho.

O professor também rebateu a afirmação que o atual caos vivido na saúde pública não apenas de Dourados, mas do Brasil, seria reflexo da falta de investimento em hospitais nos governos de Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e agora, Bolsonaro.

“Não é verdade que Lula não construiu hospitais, somente estádios. Ele investiu sim em hospitais, então, mesmo com infraestrutura baixa para cuidar dos doentes pela Covid-19, outro problema é a forma como a pandemia está sendo tratada. Bolsonaro disse que só colocaria técnicos nos ministérios, mas alguns que eles colocaram saíram, pois têm uma reputação a zelar”, disse o pré-candidato dando como exemplo o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Quanto a realidade local, não faltaram críticas pela qual o Novo Coronavírus está sendo tratado em Dourados, a cidade considerada epicentro da doença em Mato Grosso do Sul, e que acumula quase 3 mil contaminados.

Para o professor João Carlos, a atual composição do Comitê de Gerenciamento de Crise da Covid-19 estaria incompleto, já que, segundo ele, faltam representação de entidades.

“O comitê criado para gerenciar a crise da Covid-19 em Dourados não tem representantes de algumas entidades e isso é um erro, porque uma pandemia dessa natureza não se trata apenas do ponto de vista técnico, é preciso entender a população a qual estamos vivendo, e quem mais poderia ajudar e auxiliar nisso, como os agentes indígenas que não estão sendo representados, ou seja, a linguagem usada não é ideal, apesar de ter sido criado uma cartilha na língua indígena, porém com iniciativa que partiram de pessoas que vivenciam a realidade das aldeias”, pontuou.

Quanto ao cenário político, o PT que está fora da política em Dourados, no âmbito do Executivo, o pré-candidato adiantou que atualmente o partido terá candidatura própria no município, e que tem conversado com o PCdoB (Partido Comunista do Brasil), mas que não há nada definido ainda.

“O PT tem conversado com o PCdoB em Dourados, com representantes de movimentos da sociedade para discutir nosso plano de campanha, e temos como referência os oito anos de administração do [Laerte] Tetila. Nosso objetivo é trabalhar por uma Dourados melhor”, disse o professor indicando também que se eleito, ser técnico não seria o único quesito para indicação das secretarias.

No próximo sábado (11), o entrevistado será o pré-candidato e professor Ênio, do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade).

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