Eleições de domingo decidem o futuro de Dourados e da política do interior de Mato Grosso do Sul

(Foto de Capa: Alexandre Pimenta)

Por Mariana Rocha
 

O futuro ideal para Dourados após as eleições de 2020: diálogo e planejamento
 
 O desafio das cidades brasileiras para 2021 é muito grande e as respostas a estes desafios devem ser urgentes. A crise desencadeada pela pandemia do novo coronavírus vai exigir novas formas de gerir os munícipios e sem dúvida, requer líderes com prioridades voltadas para o desenvolvimento de cidades inteligentes, líderes que estabeleçam um planejamento dinâmico para pensar questões cruciais, tais como saúde, educação e a retomada do crescimento econômico.

Há alguns anos Dourados tem perdido seu prestigio como "cidade modelo", os problemas tem ficado cada vez mais evidentes e a crise de gestão escancarada pelo abandono do espaço urbano e também pelas manchetes de corrupção envolvendo políticos e membros das estruturas administrativas da prefeitura.

Após quatro anos à frente da prefeitura de Dourados, Délia Razuk, deixa o sentimento de decepção em relação ao seu mandato, para piorar, recentes vendavais que aconteceram durante o período da campanha eleitoral derrubaram dezenas de arvores, afetando redes elétricas e deixando muita sujeira, criando um cenário de total descaso.
O futuro ideal para Dourados após as eleições de 2020: diálogo e planejamento

Foto: Direto 

O que Dourados não tem discutido e que pode mudar o rumo de seu
desenvolvimento?


Gestão orçamentaria responsável, mobilidade urbana discutida a partir de matrizes mais modernas, a retomada das aulas e construção de um reforço escolar que possa ser aplicado e que gere impactos, precisamos de articulação com estado, para conquistar mais verbas para saúde, implementação de maior cobertura e acesso à internet, investimento na valorização e fomento da cultura local como fonte de geração de trabalho, emprego e renda. Estes são alguns assuntos que precisam entrar na agenda mínima da cidade modelo.

Dourados precisa de um gestor interessado no diálogo com a sociedade, para construir um planejamento que atenda aos anseios dos cidadãos e cidadãs douradenses. No entanto, não podemos cair no erro de que um gestor municipal pode, por si só, dar todas as soluções para os problemas;  na verdade, um grande líder se diferencia exatamente pela capacidade de articular e dialogar com a maior quantidade de pessoas, empresas ou representações da sociedade civil organizada.

Será preciso um perfil que traga, de fato, as boas novas para Dourados, pois um futuro ideal passa, necessariamente, pela renovação do “fazer político” ou seja, da forma como os nossos representantes interagem conosco. Os jovens, a camada mais afetados em termos de emprego e geração de renda, precisam de um gestor que esteja determinado a apoiar o empreendedorismo e também, atrair empresas para criação de novos postos de trabalho na cidade.

Não precisamos de “reis e rainhas” dentro de prefeituras, precisamos de “pessoas comuns e acessíveis”  dispostas a lutar pelo desenvolvimento responsável da nossa cidade, o futuro é agora e Dourados precisa ser respeitada, para retomar seu franco desenvolvimento e colaborar com o desenvolvimento do interior de estado. 

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