Da redação por Luiz Guilherme


Apesar de negado pela prefeita Délia Razuk (PTB) e demais autoridades à frente do combate ao Novo Coronavírus, em Dourados, o município é sem dúvidas e os números mostram isso, o epicentro da doença em Mato Grosso do Sul, e no fim de semana os douradenses foram surpreendidos com a fala da doutora Mariana Croda que dentro dos próximos dias a saúde enfrentará um verdadeiro colapso.

Até agora, a cidade tem 22 mortes e 2.500 casos positivos da Covid-19, e caso aconteça de fato esse colapso, pessoas poderão começar a morrer em casa por falta de atendimento médico.


Assim como noticiado, Dourados recebeu recursos financeiros para ajudar especificamente no combate à pandemia, no entanto, esse dinheiro foi usado para pagar salário de servidores.


Reportagem do Campo Grande News afirma que pelo menos R$ 3,5 milhões teriam sido usados pela prefeitura para pagar efetivos, contratos temporários e até mesmo para cobrir o salário da secretária municipal de Saúde Berenice de Oliveira Machado Souza.


A denúncia foi feita pela Frente Parlamentar de Acompanhamento dos Recursos Recebidos e Destinados ao Enfrentamento e Combate à Covid-19 com base em informações incluídas no portal da transparência da prefeitura.
“A recomendação do Ministério da Saúde prevê que os recursos até possam ser aplicados para custear novas contratações para o enfrentamento de Covid-19, mas no caso da Prefeitura de Dourados, o Executivo incluiu toda a folha de pagamento de servidores nos custos a serem pagos com a verba específica de combate ao Coronavírus, até mesmo o salário da secretária de Saúde”, afirmou a presidente da Frente, vereadora Daniela Hall (PSD).


Segundo ela, fazendo isso, a prefeitura cometeu desvio de finalidade.


Para a vereadora, a folha de salários, sempre paga com recursos próprios, deve ser assumida pelo município com ou sem a pandemia.


“Esse dinheiro vem para incrementar a estrutura da saúde, tendo em vista que a demanda aumentou. Seria o caso da contratação de novos profissionais, novos leitos clínicos e de UTI, medicamentos, equipamentos de proteção individual, enfim, uma série de medidas para o enfrentamento da doença que não tinha antes”, afirmou.
A Frente Parlamentar cobrou explicações da prefeitura e pretende levar o caso a instâncias superiores.


“Vamos fiscalizar cada centavo. Já recebemos informação de que a prefeitura já teria reconhecido o erro no portal da transparência, mas queremos saber o que de fato foi feito para devolução do dinheiro”, afirmou.

A prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

A secretária de Saúde Berenice Machado, até o fechamento desta reportagem não repassou os dados solicitados pelo site Alô Dourados, ficando o espaço reservado ao direito de resposta.

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